Mais um artigo para refletirmos.
Este artigo se propõe a uma crítica ao modelo atual da graduação em psicologia. Assim sendo, os autores problematizam as questões concernentes as grades curriculares, defendendo a idéia que novos campos de atuação deveriam receber maior ênfase na graduação.
A questão que surge aqui é de se oferecer uma educação superior com maior abrangência das áreas de atuação do psicólogo em detrimento da concentração do ensino, voltado praticamente para clínica e POS – Psicologia, Organizações e Sociedade.
Para os autores a graduação carece de participação os estudantes, pois o ensino não tem levado em conta as demandas dos estudantes. Salienta também que o mercado atual em que o trabalho individual tem cedido espaço ao trabalho multidisciplinar. Ademais, ressalta a necessidade da formação de profissionais críticos que (re)pensaram sua prática profissional.
Propõe também uma reflexão sobre um problema grave nas instituições psi que é a ausência de participação dos estudantes em alguns pontos fundamentais intrínsecos à prática do psicólogo.
Artigo disponível em: http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/255.%20forma%C7%C3o%20em%20psicologia.pdf
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Grupo Caleidoscópio
Texto retirado do portfólio da aluna Natália de Amorim
A semana de ciência, arte e política, confesso que estava desmotivada, pois, acaba um semestre, começa o outro e, para tirar forças, é difícil. Mas decidi participar e não descansar e confesso que foi uma semana energizante onde tirei motivos e forças para continuar.
Pois ao participar das apresentações de trabalhos de companheiras de curso os mesmos demonstraram que as tarefas feitas em sala de aula pode ser transformar em um projeto de pesquisa e se desenvolver através de práticas que o próprio estágio nos propõe, e que através do meu interesse da pesquisa posso transformá-la em monografia.
E isto para mim é fascinante, pois os próprios apresentadores do trabalho relataram as suas dificuldades, angustias, medos, mas que ao desenvolver as tarefas propostas desenvolvidas pelo curso ou estágio ou por construções de projetos de pesquisa viram que o trabalho do profissional é possível, seja o trabalho desenvolvido na ASPROM, EJA, ESCOLAS INCLUSIVAS, HOSPITAL ,etc., que são percepções de área de atuação de nós psicólogos, é pensar de uma maneira que nossa escolha do trabalho do psicólogo seja mais difícil que a escolha do casamento.
A semana de ciência, arte e política, confesso que estava desmotivada, pois, acaba um semestre, começa o outro e, para tirar forças, é difícil. Mas decidi participar e não descansar e confesso que foi uma semana energizante onde tirei motivos e forças para continuar.
Pois ao participar das apresentações de trabalhos de companheiras de curso os mesmos demonstraram que as tarefas feitas em sala de aula pode ser transformar em um projeto de pesquisa e se desenvolver através de práticas que o próprio estágio nos propõe, e que através do meu interesse da pesquisa posso transformá-la em monografia.
E isto para mim é fascinante, pois os próprios apresentadores do trabalho relataram as suas dificuldades, angustias, medos, mas que ao desenvolver as tarefas propostas desenvolvidas pelo curso ou estágio ou por construções de projetos de pesquisa viram que o trabalho do profissional é possível, seja o trabalho desenvolvido na ASPROM, EJA, ESCOLAS INCLUSIVAS, HOSPITAL ,etc., que são percepções de área de atuação de nós psicólogos, é pensar de uma maneira que nossa escolha do trabalho do psicólogo seja mais difícil que a escolha do casamento.
Grupo Caleidoscópio
Outras reflexões sobre psicologia
Texto retirado do portfólio do aluno Eduardo Sales
Desde o primeiro momento de minha graduação o tema mercado de trabalho foi um pensamento constante e também uma fonte de angústia. É certo que a inserção no mercado de trabalho é complicada, mas isso não é um privilégio da psicologia, ademais, creio que um profissional competente consegue o seu espaço apesar dos obstáculos.
Por isso vejo com ótimas expectativas as oportunidades nos estágios que participamos na graduação. Ora, para começar a construir este profissional coerente e competente que sonho ser é imprescindível o contato desde já com o cotidiano profissional. São inúmeras as razões para enfatizar esta questão neste momento.
Primeiramente devo citar o evento ocorrido na PUC - semana de ciência, arte e política. Neste evento podemos ver os relatos dos alunos que já passaram pelas mais diversas experiências no campo prático/teórico dentro da instituição. É motivador ver a possibilidade em articular nosso aparato teórico, mesmo que este seja ainda pequeno, com as experiências práticas na graduação. Certamente este é um grande desafio, pois, em minha opinião, devemos ter um compromisso teórico e ético, buscando fundamentação para nossa prática, pois sem isto, perdemos o referencial para qualquer prática científica. Contudo, é importante citar, que não podemos ser guiados por um espírito dogmático que acaba por tornar a teoria infrutífera e ineficiente. A realidade sempre nos surpreende e cabe e nós, psicólogos em formação, refletirmos sobre a realidade e também sobre o aparato teórico, propondo mudanças e uma reflexão crítica.
Em segundo lugar penso que estas realidades profissionais que vão se apresentando ao aluno possibilitam que saibamos, de certa forma, se realmente desejamos aquele caminho. É obvio que a realidade de um estágio não é a mesma que de um vínculo profissional. Cada contexto possui sua idiossincrasia. Entrementes, pode-se ver, em parte, os profissionais atuando, seu cotidiano, trocar experiências com eles e, como é o meu caso, participar de reuniões de equipes multiprofissionais, o que é riquíssimo para mim.
Por fim, nossa conduta profissional começa a ser balizada neste momento. A seriedade com que encaramos os estágios e qualquer experiência no campo prático da psicologia já fornece elementos que indicam nossa conduta profissional. Seriedade, compromisso e zelo pelo sujeito que é atendido são palavras que não podemos prescindir.
Assim, julgo de extrema valia esta fase do curso. Embora cheia de dificuldades e obstáculos para cada um de nós, ela se revela desafiadora e saborosa, pois sabendo que se vencermos mais esta etapa estaremos mais próximos de nosso objetivo final.
Grupo PsicoPensando
Texto retirado do Portfólio da aluna Amanda Tolentino
Entrada e Percurso na Psicologia
Não foi muito difícil optar pelo curso de Psicologia. Na minha lista de profissões favoritas estava somente a Medicina e a Psicologia. O meu forte era o cuidado com a vida humana, isto estava muito claro. Desisti rapidamente do curso de medicina, ao perceber que não tolero o ambiente hospitalar.
Vários fatores reforçaram minha decisão pelo curso de Psicologia. Conheci uma estudante da área que me fascinava falando sobre o que aprendia e sobre os trabalhos que fazia. Além disso, enquanto eu cursava o ensino médio, trabalhava em ações sociais de uma igreja, onde as atividades eram voltadas para crianças, a maioria delas pobres e carentes, e também para adolescentes de uma região onde o tráfico de drogas, a prostituição e a gravidez precoce, tomavam conta dos jovens.
Eu estava totalmente envolvida e adorava participar dessas ações. Naquela época percebi que o trabalho humanitário enobrece mais a alma do que viver egoisticamente. Fazer bem ao próximo gera resultados positivos para a sociedade e para mim também.
Desta forma, não tive dúvidas em momento algum de que fiz a escolha certa. Desde que comecei a cursar Psicologia, tenho me apaixonado cada vez mais pelo seu objeto de estudo. Essa paixão é que me impulsiona a continuar seguindo em frente, mesmo com tantas dificuldades que tenho enfrentado pelo caminho. A fase mais difícil que vivi, foi quando tive que parar de estudar durante três semestres, o que acabou atrasando bastante o período da minha formação. Mas com muita fé em Deus, amor pela Psicologia e perseverança, creio que conquistarei o objetivo de me formar junto com todos os meus colegas, que sei que tem muitas dificuldades, assim como eu. Mas acredito muito que o sucesso é certo para todos os que são fortes.
“Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem” (John Adams)
Entrada e Percurso na Psicologia
Não foi muito difícil optar pelo curso de Psicologia. Na minha lista de profissões favoritas estava somente a Medicina e a Psicologia. O meu forte era o cuidado com a vida humana, isto estava muito claro. Desisti rapidamente do curso de medicina, ao perceber que não tolero o ambiente hospitalar.
Vários fatores reforçaram minha decisão pelo curso de Psicologia. Conheci uma estudante da área que me fascinava falando sobre o que aprendia e sobre os trabalhos que fazia. Além disso, enquanto eu cursava o ensino médio, trabalhava em ações sociais de uma igreja, onde as atividades eram voltadas para crianças, a maioria delas pobres e carentes, e também para adolescentes de uma região onde o tráfico de drogas, a prostituição e a gravidez precoce, tomavam conta dos jovens.
Eu estava totalmente envolvida e adorava participar dessas ações. Naquela época percebi que o trabalho humanitário enobrece mais a alma do que viver egoisticamente. Fazer bem ao próximo gera resultados positivos para a sociedade e para mim também.
Desta forma, não tive dúvidas em momento algum de que fiz a escolha certa. Desde que comecei a cursar Psicologia, tenho me apaixonado cada vez mais pelo seu objeto de estudo. Essa paixão é que me impulsiona a continuar seguindo em frente, mesmo com tantas dificuldades que tenho enfrentado pelo caminho. A fase mais difícil que vivi, foi quando tive que parar de estudar durante três semestres, o que acabou atrasando bastante o período da minha formação. Mas com muita fé em Deus, amor pela Psicologia e perseverança, creio que conquistarei o objetivo de me formar junto com todos os meus colegas, que sei que tem muitas dificuldades, assim como eu. Mas acredito muito que o sucesso é certo para todos os que são fortes.
“Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem” (John Adams)
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES
Para escrever neste blog da disciplina de gestão e cuidado, me recordei de um tema que tive a oportunidade de pesquisar com outros três colegas do curso de psicologia; Fernanda Gonçalves, Liliane de Souza e Patrick Augusto, que estão no 7º período. Na ocasião estavamos cursando a disciplina do estágio supervisionado II, e o tema escolhido por nós foi, violência doméstica contra a mulher.
Por que então falar desse assunto ainda nos dias de hoje?. A questão de pesquisa está relacionada com o fato de que mesmo com a criação de leis que protejam as mulheres; mesmo com a emancipação econômica destas; mesmo com a expansão do movimento feminista e mesmo com a maior inserção de pessoas a ambientes educacionais, ainda, muitas mulheres, continuam a sofrer com a violência doméstica. Notou-se então que era preciso investigar mais sobre o assunto, caso contrário, ficaríamos apenas no senso comum e poderíamos recorrer constantemente a preconceitos.Os temas abordados foram:
Uma trajetória de lutas e conquistas.
Maria da Penha: Marco histórico das reinvindicações feministas.
Principais fatores da desistência da denúncia ao agressor.
As expressões da violência e sua aceitabilidade.
A violência de gênero caracteriza-se por qualquer ato que resulte em dano fisico ou emocional, perpetrado com abuso de poder de uma pessoa contra a outra, numa relação pautada em desiqualdade e assimetria entre os gêneros. Pode ocorrer nas relações íntimas entre os parceiros, entre colegas de trabalho e em outros espaços relacionais. (Zuma, et al 2004).
Contudo, espero que possamos através da psicologia, e com as ferramentas que temos de lutar pela diminuição das desigualdades de sexo e o fim da violência de gênero, levando em consideração o processo histórico, social e cultural dos agentes participantes.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de. Sistema penal e violência de gênero: análise sociojurídica da Lei 11.340/06. Soc. Estado. [online]. 2008, vol.23, n. 1, pp. 113-135.
BALLONE, G J. Violência Doméstica. Disponível em: < http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/lernoticia&idnoticia=89. Acesso em 04/05/2009.
GIFFIN, Karen. Violência de Gênero, Sexualidade e Saúde. Rio de Janeiro. Cadern. De Saúde Pública 10. 1994.
COUTO, Márcia Thereza; et. Al. Concepções de Gênero entre homens e mulheres de baixa renda e escolaridade acerca da violência contra a mulher. São Paulo, Brasil. Ciênc. Saúde coletiva [online]. 2006, vol. 11, suppl., pp. 1323-1332.
JONG, Lin Chau; SADALA, Maria Lúcia Araújo e TANAKA, Ana Cristina D' Andretta. Desistindo da denúncia ao agressor: relato de mulheres vítimas de violência doméstica. Rev. Esc. Enferm. USP [online]. 2008, vol. 42, n.4, pp. 744-751.
ZUMA, C. E. A Violência no âmbito das familias: identificando práticas sociais de prevenção. Rio de Janeiro: LTDS; COPPE; UFRJ; SESI/DN, 2004. Mimeografado.
WELBERT S GONÇALVES. PSIQUE EM CONSTRUÇÃO
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
GRUPO ΨNSIGHT
Reflexões iniciais sobre minha formação
A partir daqui darei inicio ao meu portfólio sobre minhas reflexões da minha formação em psicologia, mas vale apena lembrar que estamos em eterna formação, estamos em um desenvolvimento continuo.
Ao término do segundo grau no colégio ainda não tinha em mente qual curso superior iria cursar, na verdade faculdade era um sonho muito distante por questões financeiras.
Com a conclusão do ensino médio ainda não passava por minha cabeça fazer um curso superior, devido as condições que foram citadas acima me via impossibilitado para tal realização. Então diante desde problema pensava que a única forma de conseguir entrar em um curso superior seria ser aprovado em um concurso público e então depois uma faculdade. Mas muitas das vezes fazemos planos para nossa vida e de repente vem o destino e muda tudo. Então após três anos de conclusão do ensino médio comecei a frequentar um cursinho pré-vestibular perto de casa, grupo de estudantes do bairro floramar (GREAMAR) que teve seu inicio graças a um grupo de alunos que formaram um grupo de estudos, o objetivo era simples se prepararem para passar no vestibular a idéia deu tão certo que esse grupo foi crescendo e ajudando outras pessoas a se prepararem para o vestibular inclusive eu. Todos os professores eram voluntários detalhe que não fazia nenhuma diferença no quesito conhecimento, pois todos eram bem capacitados e ensinavam porque gostavam era notório a dedicação e o prazer de ensinar que aparecia em seus rostos.
Após três semanas de estar freqüentando o cursinho acontece um imprevisto sou vitima de um acidente de transito que me deixou imobilizado de andar por mais de um mês, e mais de um ano e meio de trabalhar, cheguei ate fazer fisioterapia dentro deste período sem muito que fazer me dediquei a estudar em casa e com o progresso de recuperação voltei para o cursinho. “Em todas as ocasiões de nossa vida por pior que seja devemos tirar algum ensinamento, nesta aprendi que devemos dar valor a família que temos e cultivar as amizades verdadeiras, pois nos momentos difíceis você nunca estará só”.
Com as inscrições abertas para o vestibular eu ainda não sabia qual curso iria me escrever, mas após encontrar duas pessoas que cursavam psicologia e fizeram o pré - vestibular no mesmo local que eu estava estudando então me falaram sobre o curso e me despertou certo interesse.
Escrevi-me no curso de psicologia e fui aprovado, mas ainda não era suficiente para comemorar, pois não tinha como pagar, tentei bolsa na PUC e não consegui mas ainda restava uma esperança e foi pela qual consegui minha permanência dentro da universidade através da fundação Jose Fernandes de Araujo (FJFA).
Algumas pessoas devem pensar que muito que escrevi não tem muito haver com o tema proposto, mas a minha justificativa é simples não chegamos à faculdade apenas alunos temos uma história de vida uma trajetória que nos diferencia de algumas pessoas e que nos aproximam de outras. Portanto no meu consentimento é uma relação recíproca aonde a faculdade chega pra nós e não podemos excluir nossa história de vida, pois assim estaríamos excluindo uma parte de nós.
No inicio do curso de psicologia cujo qual não tinha muita informação e conhecimento a respeito confesso que não tinha o hábito de ler e estudar com certa freqüência, mas logo isso iria mudar.
Na faculdade encontrei um mundo novo cheio de expectativas, sonhos, objetivos, nova vida, novas amizades e novos desafios. Com o passar do tempo fui me identificando e gostando do curso de psicologia que por sinal é muito humano e desafiador, trabalhar com sofrimento, angustia, conflitos, respeitar as diferenças entre outros requer muita responsabilidade e dedicação.
Por conseqüência fui dedicando a estudar confesso que cheguei a me surpreender por ter passado noites em claro e por perder finais de semana estudando hoje vejo que não estava perdendo pelo contrario estava ganhando.
A cada dia que passa aprendo um pouco mais, hoje olho para o mundo com outros olhos neste novo mundo de informações e conhecimentos que transforma as pessoas me sinto transformado.
Por estar em uma universidade somos reconhecidos, ganhamos respeito em nossas relações sociais, temos crescimento profissional e pessoal, mas também as vezes me indago se estou doando 100% do que posso, se após a conclusão serei um bom profissional, sempre tenho a impressão de que falta alguma coisa como uma sensação de insegurança. Segundo a psicanálise sempre haverá a falta. rsrsrsrsrs
A luta continua.
Reflexão retirada do portifólio de: Cleidison da Silva
GRUPO ΨNSIGHT
Reflexões iniciais sobre minha formação
Refletir sobre minha formação é uma tarefa difícil e mesmo assim, acredito que ainda não chegarei a uma conclusão de tão complexa tarefa...rs!
Bom, desde o ensino médio, já pensava em fazer um curso superior, até então um sonho. Sempre fui um pouco confusa no que realmente queria para mim, como profissão e como forma de viver. Minha família, humilde e de pouca renda, não possuía condições financeiras de arcar com uma mensalidade tão cara, no entanto, esta dificuldade, não impediu a vontade que eu sempre tive, ao contrário, trouxe muita força para que eu conseguisse me desvencilhar das dificuldades e lutar pelo meu sonho, o ingresso na faculdade.
Assim que concluí o ensino médio, a dúvida de todo jovem caiu sobre minhas costas e aí não sabia o que fazer. Pensei em inúmeras profissões. Então prestei vestibular para enfermagem e psicologia. Passei em psicologia e pensei “Ah, vai essa mesmo”. E segui em frente.
Ao chegar nos bancos da faculdade, me assustei com tanta teoria, tantos filósofos, Marx, Freud, Heidegger e outros, que me fizeram ver o quanto eu não sabia nada da relação com as pessoas e o quanto é complexo as questões que as envolvem.
Pensei em desistir várias vezes, vi que a psicologia não era para mim. Percebi o quanto eu tinha dificuldades para entender os pensamentos daqueles filósofos, das aulas que pareciam ser ministradas em outra língua que não conhecia, e ainda entrava sempre em conflito comigo mesma, principalmente perante a minha formação religiosa, visto que contrariava a tudo que tinha aprendido. Era uma contradição, um contraponto do que eu vivia.
Mas, com o passar do tempo, verifiquei que era possível sim, continuar com meus valores, mas embrenhar nos labirintos da psicologia, sem que afetasse minha forma de ver a vida, ao contrário, me ajudou e hoje não sou mais a “mesma pessoa” que iniciou o curso em 2008, as visões, opiniões e pensamentos às vezes ainda são diferentes , porém posso dizer que vivo em constantes transformações.
Por fim, nesta pequena e inconclusiva reflexão, porque ainda tenho uma longa caminhada pela frente, posso afirmar com tranquilidade, que estou no rumo certo e, tenho certeza de que os sonhos nos ajudam muito a crescer como pessoa e fortalecem nossa vontade quando acreditamos do fundo do coração. E foi isso, que me levou a conseguir a tão sonhada faculdade e a aprender a amar a psicologia.
"Os sonhos não determinam o lugar em que você vai estar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar em que está". (Augusto Cury)
Reflexão retirada do portifólio de: Francisca Elisângela
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