domingo, 21 de novembro de 2010

Grupo ΨPsiConversas

Chegamos ao 6º período, 
metade do caminho já percorrido,
mudanças no currículo,
sinais de cansaço e de alívio são visíveis, 
e se misturam a dúvidas... 
Muitas dúvidas!
É hora de começar a fazer escolhas, 
definir caminhos,
e a proposta da disciplina gestão e cuidado vem de encontro a estas dúvidas. 
Há de se confessar que a princípio mais para somar do que sanar...
Restava-nos apenas deixar acontecer, ir levando o semestre e a matéria, para tentar descobrir a proposta da disciplina.
Durante o semestre discutimos na tentativa de entender o que seria a gestão e o cuidado.
Blog, textos, portfólios. Tentativas de levantar a discussão a respeito da caminhada, daquilo com o qual nos identificamos, das ênfases...
As ênfases...  (Ah, as ênfases!)
Por mais que nos digam que com a nova proposta, tenha ficado melhor escolher, existe ainda a insegurança.
Medo das escolhas, medo do novo, medo de perceber que caminhamos para o fim.
São ênfases diferentes, atuações diferentes, apesar de andarem juntas e se entrelaçarem em diversos contextos. A disciplina surge com a proposta de se tornar uma “luz no fim do túnel”, de ajudar os alunos a conhecerem e terem condição de fazer a melhor escolha.
Acredito que a proposta tenha sido cumprida.
Mas o medo do desconhecido insiste em nos atormentar...
Passamos pelo 6º período, e além de muito cansaço levamos essa pontinha de medo.
Como dissemos antes, medo do novo,medo das escolhas.
Mas é sempre assim, e estes quase três anos de caminhada nos fazem perceber que esta é a dinâmica da psicologia...
Vivemos nos perdendo e nos re-encontrando...


(Extraído do portfólio de Daniela Santos)

Grupo PsicoPensando

CONTRIBUIÇÕES DA DISCIPLINA GESTÃO E CUIDADOS PARA MINHA FORMAÇÃO

Texto retirado do Portfólio da aluna Amanda Tolentino

            A proposta que a disciplina Gestão e Cuidado fez para a turma do 6° período de Psicologia foi muito enriquecedora. O incentivo que tive para refletir, retomar e até mesmo reciclar a maioria das coisas que aprendi até aqui foi uma excelente oportunidade para que eu pudesse enxergar a importância desse exercício.
            No decorrer de qualquer semestre, como todos os meus colegas, quase não tenho tempo para pensar na bagagem que construí no decorrer dessa caminhada
            Poder pensar sobre minha formação, sobre o que mais tenho gostado de estudar, e sobre os momentos mais marcantes do curso de Psicologia foi importante, em primeiro lugar, para que eu percebesse a relevância de retomar em alguns momentos, as vivências dos semestres anteriores, e, em segundo lugar, para que essa reflexão ajudasse a direcionar meu futuro.    
            É no decorrer do tempo, e a partir das coisas que vamos aprendendo, que escolheremos nossa área de atuação. Mas, para tanto, é bom que tenhamos claro em nossa mente, como foi cada etapa vivida até aqui!
            Agradeço aos mentores dessa proposta de trabalho e aos professores João Leite e Mara Maçal, pela oportunidade e incentivo! 

Grupo Conexão


Cinco critérios para a formação do psicólogo: da coerência ética à competência

O texto sugerido e disponível no link abaixo é capaz de proporcionar uma reflexão sobre a realidade dos cursos de formação superior. Para formar profissional competentes, que são capazes de sobressair no mercado de trabalho é exigido mais que alguns anos de faculdade. O futuro profissional precisa ser comprometido, ter consciência da sua própria capacidade além de refletir e analisar proposta pedagógica de cada curso abordando à realidade, fugindo do contexto apenas teórico.

O que ficou muito claro após a leitura do texto é que a informação não é suficiente para a formação de um profissional, visto que a instituição de ensino não é a única responsável pelo conhecimento. É preciso investir na formação do ser através do compromisso social, criticidade, atitude generalista e competência técnica.

TEXTO: CINCO CRITERIOS PARA A FORMAÇÃO DO PSICOLOGO: DA COERENCIA ÉTICA A COMPETENCIA TECNICA


Carla Leal
Grupo Conexão

Grupo Conexão

PSICOLOGIA NO CIBERESPAÇO


Psicologia no Ciberespaço é o título de uma reportagem publicado na revista psique; (ANO III, nº37) que discute como a tecnologia tem trazido grandes impactos no comportamento e na subjetividade do homem contemporâneo..

As transformações provocadas pelo avanço tecnológico perpassam diversas áreas do conhecimento, entre elas, a Psicologia, que de alguns anos para cá tem se dedicado aos atendimentos psicológicos mediados por computadores.

A psicologia on-line foi introduzida pelos americanos em 1980, como a união da Psicologia Clinica com as tecnologias digitais. No Brasil, essa modalidade de Psicologia Clinica começou a ganhar adeptos em meados da década de 1990.

A terapia online é uma pratica ainda controversa no Brasil e não autorizada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). A resolução CFP nº 012/2005 reconhece como legitimo somente o que se chama de “atendimento psicológico mediado por computador”, caracterizado por interações breves e pontuais, sem o caráter de continuidade intrínseco à psicoterapia presencial.

Existe na PUC-SP, um Núcleo de Pesquisas de Psicologia e Informática (NPPI) que se dedica ao atendimento psicológico on-line em caráter de pesquisa, de forma sistemática e continua, conforme autorizado pelo CFP.

Segundo psicólogos participantes do NPPI, os atendimentos realizados on-line limitam-se a troca de três e-mails entre paciente e psicólogo, quando há demandas mais graves recomenda-se a terapia presencial. Os pedidos de auxilio mais recorrentes decorrem sobre os temas de sexualidade, traição, síndromes diversas, depressão, outros transtornos psiquiátricos.

Uma das grandes críticas a essa modalidade de Psicologia Clínica é sobre a ausência de linguagem corporal, o que impediria a percepção de elementos subjacentes à fala e limitaria as possibilidades de comunicação entre terapeuta e paciente, impossibilitando a criação do vinculo terapêutico.

Respondendo a isso, adeptos a essa modalidade dizem que no texto digitado, pelas entrelinhas é possível perceber as angústias, tristezas ou desespero da pessoa, e que uma palavra digitada errada poderia ser pensada como ato falho.


A reportagem me chamou muitíssimo atenção quando li. Como assim psicologia on- line? Mas será que até isso está se transformando em tecnologia?? Me indagava.

Em minha concepção não haveria como pensar, e fazer psicologia por meio do computador, da internet. Engano meu, alguns pesquisadores que se debruçam sobre o tema trazem noticias de que existem algumas vantagens e coisas positivas nesse “jeito” de se fazer psicologia, como tratado na reportagem. Trazem depoimentos de pessoas atendidas e que contam dos benefícios trazidos pela terapia on-line

Porém, ainda depois de ler a reportagem e refletir sobre isso, continuo pensando que essa “tal” de psicologia no ciberespaço reduz e elimina o que em minha opinião tem de mais rico nas relações e em nosso cotidiano, que é o contato pessoal, de perto, aquele que você pode olhar no olho, tocar a mão, perceber gestos (que dizem muito), e construir uma relação de confiança, transferência, rapport, ou seja lá como queiramos chamar.

Penso que a psicologia online, intermediada pelo computador, perde muito no que penso e entendo como uma relação terapêutica. Mesmo com estudiosos dizendo que existem algumas vantagens, coisa que não duvido, penso que deve-se perder muito, em muita medida.

Entendo que essas novas práticas que vão surgindo dizem muito do contexto em que vivemos, da correria frenética, do tempo curto e daquela pressa que acomete a maioria da população. Nosso modo de viver, de nos relacionar tem girado em torno de tudo isso, somado às tecnologias e meios de comunicação em massa, que redefinem nossa vida.

A questão da tecnologia foi discutida algumas vezes nas aulas, muito presentes nas discussões sobre o uso do blog e os desafios que a tecnologia traz para as profissões, incluindo o campo “psi”. Essa reportagem traz ainda mais subsídios para pensarmos em nossa atuação profissional e os atravessamentos da tecnologia em nossa profissão.

Em uma das aulas de Gestão e Cuidado assistimos um vídeo sobre as profissões do futuro, lembro-me que haviam inúmeras na área da informática e tecnologia. Será então a Psicologia On-line uma futura área e (ou) modalidade para nossa atuação???

E vocês o que pensam da PSICOLOGIA NO CIBERESPAÇO???

A reportagem pode ser acessada em: www.portalcienciaevida.com.br

Revista Psique ciência&vida – Ano III n°:37

Natália Colen
Grupo Conexão
Grupo Conexão

Uma reflexão sobre a experiência da Matéria Gestão e Cuidado



Com a nova proposta da mudança curricular do curso de psicologia para 2010, uma novidade que deixou todos apreensivos principalmente nós alunos do 6º período, pois seriamos a primeira turma a iniciar com a nova grade de estudo.

Nesse semestre iniciamos com a matéria Gestão e Cuidado, matéria, essa que veio nessa nova grade, surgindo assim entre nós especulações sobre o que se trataria tal disciplina? Será que gestão teria a ver com a nossa prática? A gestão da nossa intervenção? É cuidado, um cuidado com as pessoas que tratamos e com o que fazemos?

Sendo que tais especulações foram sendo sanadas ao longo do semestre, pois vimos que gestão tem a ver com a gestão das instituições, de pessoas, mas não se resume a isso, até porque instituições são vários e nós remetem a outras reflexões. Para alguns autores gestão e administração dizem da mesma coisa, apenas com nomeações diferentes. Gestão refere-se á potencialização de habilidades, sejam elas de mediação na área social, atuação, no qual não devemos restringir essa ênfase às relações de trabalho.

Assim como tudo que e novo assusta, criamos certo receio, com a disciplina que veio com uma temática diferente, proporcionando para turma a construção de um Blog, com intenção de criar uma rede de informação para todos. Propondo também a construção de um portifólio, no qual gerou problematização na turma, pois a principio não compreendemos o que era proposto, qual objetivo, sendo que nossa reação primeira foi a de negar. Porque seria importante saber da história, trajetória acadêmica do outro?

Diante tantas resistências, foi proposta uma conversa aos professores, que disponibilizaram abertura para a turma expor suas indagações.

Assim passamos a compreender o fundamento de tais propostas, que acabou despertando em todo prazer em realizar as postagens, comentários positivos começaram a surgir, primeiras postagens dos portifólios, foi algo muito enriquecedor, pois assim podemos saber um pouco mais do contexto histórico do outro despertando o interesse, curiosidade de saber dos motivos do nosso colega pelo o curso de psicologia.

Deixamos aqui nossas percepções sobre nossa experiência nesse semestre, com a disciplina Gestão e Cuidado.



Grupo Conexão.

Grupo PsicoPensando - Inovação

Biodança: A dança da Vida  - Por Erika Pereira

Por ser um assunto novo e muito interesse, acredito que talvez, muitos não tenham conhecimento desse campo, porém, ele pode trazer novas idéias para a atuação do psicólogo contemporâneo...

O artigo: Biodanza para a Terceira Idade, irá esboçar as práticas reveladoras dessa nossa área, quem tiver interesse o link é: 

http://revista.unati.uerj.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-59282002000100006&lng=pt&nrm=iso


"A Biodanza (Sistema Rolando Toro) é um sistema baseado na dança, música e situações de encontro em grupo como meios de produção de vivências harmonizadoras que estimulam a parte sã dos indivíduos e vão reorganizando suas respostas diante da vida. Esta atividade parece produzir efeitos favoráveis para a saúde e qualidade de vida dos idosos, trazendo alegria e bem-estar, melhorando funções vitais e facilitando a expressão de potencialidades latentes. "
Thais de Azambuja



Poderíamos definir a Biodanza, em uma linguagem mais acessível a um público leigo, como um sistema de integração humano, não interpretativo, com base em movimentos corporais com música, danças e situações de comunicação em grupo. Seus fundamentos teóricos consideram que os exercícios estimulam vivências harmonizadoras, sentimentos, e reforçam os mecanismos naturais de auto-regulação, sendo portanto um agente significativo no combate ao estresse. Através da Biodanza são trabalhados simultaneamente mente e corpo: o homem como uma totalidade na sua relação com a espécie, a natureza e o cosmos. Não se trabalha sobre sintomas revolvendo a miséria humana, mas estimulando a parte sã dos indivíduos.

A Biodanza pode também ser aplicada em grupos específicos com características semelhantes como: idosos; crianças e adolescentes; gestantes; pessoas com dificuldades para estabelecer vínculos profundos, com dificuldades sexuais, em estado depressivo, insegurança, angústia, hostilidade, egocentrismo, carências afetivas, estresse, falta de motivação etc., e em grupos especiais de reabilitação existencial como doentes mentais, hipertensos, mastectomizadas e outros.

A Biodanza ajuda a resolver uma ampla diversidade de problemas e quadros clínicos, porque ativa funções gerais tais como a expressão da identidade, a comunicação afetiva e as funções integrativas do organismo.



Referência do Artigo

DE AZAMBUJA, Thais. Biodanza para a Terceira Idade. Textos Envelhecimento [online]. 2002, vol.4, n.7, pp. 75-91. ISSN 1517-5928.


Grupo PsicoPensando - Portifólio

Para dar continuidade a mais uma parte do meu Portifólio, quero dizer a respeito da Feira de Empreendedores que acontece todo início de semestre na Faculdade Fead-Minas. Até conversamos sobre essa experiência em sala de aula, com um bate papo com o Prof. João. Como iniciei o curso nessa instituição, não poderia deixar de comentar sobre, afinal, fez parte da minha formação.

Então, no 2º período, em 2008, passamos por algo bem criativo que acontece todo ano na FEAD-MINAS, a “Feira dos Empreendedores”. Que é um projeto super interessante que faz com que os alunos dos cursos em geral, se envolvam e criem projetos, produtos, objetos e até possíveis instrumentos de trabalho. Ou seja, tínhamos que “vender” as multifaces do que o nosso curso podia oferecer. É uma proposta bem inovadora!  Lembro que a primeira coisa que meu grupo criou foi o “FOCO EM VOCÊ”.  Fizemos alguns cartões visita e blusas com o tema para vender o nosso trabalho, que tinha como base a psicomotricidade nos ambientes de empresas, organizações, etc. Criamos um jogo, de tabuleiro, para trabalhar os movimentos e bem estar psíquico das pessoas nas empresas.

Foi uma experiência que envolveu criatividade e formas mais de pensar o trabalho do psicólogo nas organizações.



Enfim, agora, no fim do 6º período, estou vivenciando momentos de transição, angústia quanto a minha formação. Estou cansada! Acredito ser normal... Três anos se passaram e agora precisamos nos definir por ênfases... Interessante isso, chega o momento das decisões, porém, o legal é que podemos ter duas. Só temos que escolher qual delas fazer primeiro: Gestão ou Cuidado? Acredito que tudo que passamos durante a nossa formação, entre trabalhos acadêmicos e vivências a campo, nos ajudarão a definir o que fazer primeiro.

“Podemos ter o mesmo objetivo e a mesma meta, porém sentido, orientação diferentes.”  
Giovanetti, José Paulo

Por Erika F. Pereira