Ao encerrarmos as atividades da disciplina Gestão e Cuidado, queremos registrar alguns apontamentos, e aproveitamos o espaço para fazer observações gerais que abrangem a avaliação do conjunto dos portifólios e o blog.
Primeiramente, e sob o risco de parecermos repetitivos, é preciso ressaltar a novidade que ambos representaram, tanto para os alunos quanto para os professores.
Propostas diferenciadas em relação às estratégias comumente usadas na educação de nível superior, o portifólio e o blog fundamentam-se em dois pilares: o fomento à autonomia e o convite à reflexão. E, no tocante ao blog, há ainda o incentivo à construção colaborativa e compartilhada do conhecimento – características que a internet potencializa de modo amplo.
Em ambos, oportuniza-se a expressão mais pessoalizada, a articulação de recursos visuais e a abertura para outros campos de expressão humana, como, em especial, as manifestações artísticas.
E todos estes elementos em confluência resultam em formas singulares de construção do conhecimento. As potencialidades destes instrumentos são, a nosso ver, incontestes – o que, por outro lado, não obscurece a necessidade de revisão e aperfeiçoamento constante do manejo de ambos.
Desta primeira edição, fazemos um balanço muito positivo. Ficou nítido para nós, professores, que da surpresa e inércia iniciais, a turma integrou-se à proposta e partiu para uma produção rica e instigante. O convite para se pensar a formação em Psicologia – norte último da disciplina – foi o mote para o desenvolvimento de trabalhos sensíveis, atentos a questões éticas e diversificados quanto aos fazeres possíveis da Psicologia. E estes trabalhos nos permitiram (e também aos próprios colegas de turma) conhecer um pouco dos muitos esforços que vários alunos precisam realizar para entrar e permanecer no ensino superior (o qual, diga-se de passagem, é muitas vezes mencionado como um sonho).
Permitiram ainda acesso a pequenos retratos do curso da PUC São Gabriel: referências a professores, atividades, temas que se fizeram marcantes no percurso formativo da turma. Dentre outras, foram muitas as referências a reflexões ensejadas pelos filmes “O ensaio sobre a cegueira” e “Ônibus 174”, por textos do mestre Paulo Freire, por visitas ao antigo manicômio de Barbacena, pelas práticas realizadas em campos de estágio variados e pela circulação em espaços científico-acadêmicos igualmente variados (SCAP, ABRAPSO, congressos, seminários).
Ressalte-se ainda o interesse (e a preocupação subjacente) com o porvir da Psicologia: interfaces com o desenvolvimento tecnológico, áreas promissoras para a inserção, temas que clamam maior enfoque pelos profissionais da área...
Tomados em conjunto, os trabalhos produzidos pela turma denotam uma nítida e louvável implicação com o processo formativo. Por certo, estes trabalhos poderiam ter avançado em outros aspectos. Em especial, lamentamos o fato de as postagens no blog não terem suscitado mais debates. E este lamento ganha um sentido específico, pois nas interações em sala de aula – e aqui vai um elogio necessário - a turma mostrou-se sempre com uma participação ampla e muito qualificada.
Entendemos que o grande número de disciplinas cursadas nessa turma-passagem entre dois diferentes modelos de currículo, foi um fator que pesou nesta caminhada. Porém o ânimo e a criatividade da turma sobrepujaram com muita qualidade essas vicissitudes. Nós docentes, e acreditamos que também o conjunto de colegas discentes, tivemos durante este semestre um espaço virtual para acessar e encontrar, com curiosidade e prazer, depoimentos, comentários, artigos, fotos, imagens, músicas, e uma variedade de outros elementos, que nos levaram a momentos de reflexão e prazer diante das telas dos computadores.
A qualidade do material postado foi homogênea e cada um de nós elegeu “favoritos” a partir de critérios variados. Sentimo-nos plenamente atendidos, em maior ou menor grau, por todos os grupos, e por isso as notas finais apresentaram poucas variações. De modo geral as postagens apresentaram coerência com as orientações para a postagem, diversidade tanto de conteúdo quanto de forma e clareza e diversidade dos textos de apresentação. Ficou-nos a impressão de uma qualidade em média superior aos trabalhos que usualmente recebemos dos alunos em outras disciplinas. Fica nosso cumprimento e elogio a todos pelo ao cuidado e dedicação que a turma demonstrou.
Enfim, realçamos nossa alegria em compartilharmos juntos esta viagem formativa, inédita para docentes e discentes, que acreditamos, muito agregou à formação de todos nós, nesse trabalho coletivo compartilhado.
Nosso caloroso abraço a todos,
Mara e João
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
GRUPO ΨNSIGHT
A atuação dos Psicólogos nos CRAS
Laura Freire
Atuações Psicossociais...
Texto extraído do portifólio de Paola Vieira
Laura Freire
“Dispositivo central do SUAS, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), hoje incorporam o trabalho de muitos psicólogos, que, em conjunto com outros profissionais, destacadamente assistentes sociais, enfrentam o desafio de construir uma intervenção de transformação no território, na direção de promover melhores condições de vida. Sem pretender esgotar a temática proposta, lançando questionamentos e desafios sobre o fazer da Psicologia no CRAS, no intuito de contribuir com a construção de referências para essa prática”.
Outra experiência com os estágios curriculares é o que esta sendo realizado atualmente, oficinas psicossociais, onde pode-se fazer uma relação com outras práticas que estou vivenciando.
Esta prática é realizada no CRAS UNIÃO, Vila Arthur de Sá, onde a demanda são de crianças que vivem em áreas de risco e são atendidas pelo Projeto da Prefeitura Municipal de Belo-horizonte, estando este atuando nas regionais como práticas preventivas.
A demanda deste grupo são crianças que vivem em áreas de risco e são atendidas no CRAS UNIÃO (Centro de Referência de Assistência Social). As crianças apresentam dificuldades em atender comandos e regras, em ouvir nas relações interpessoais. São muito carentes, bastante agitadas, comportamento agressivo. Devido a todos estes fatores é necessário que o trabalho realizado com as crianças nesse perfil, tivesse como foco, minimizar as características apresentadas, integração social, relações interpessoais, resgate da auto-estima, mudanças de hábitos, formas de pensar, ver o mundo e expressão de sentimentos. O grupo é composto por até 15 participantes, sendo esta demanda realizada pelas mesmas espontaneamente, crianças estas de 07 a 12 anos de idade, com encontros semanais, com duração de cerca de aproximadamente 50 minutos.
No entanto, esta verificação foi feita antes da realização da prática, com isso, o grupo vem apresentando demandas que lhe são específicas. Dessa forma, são realizados novos planejamentos e abordagens, com focos e temas geradores dos encontros diversos. Através das técnicas que estão sendo desenvolvidas nos encontros, podemos verificar, a princípio, alguns desafios e dificuldades em abordar e coordenar o grupo que traz demandas, algumas vezes bem específicas e outras que exigem um olhar e uma escuta mais crítica.
Em relação ao desenvolvimento e aceitação do grupo para com as práticas realizadas, observa-se que, gradualmente o grupo vem demonstrando mais interesse, opiniões em relação ao planejamento dos encontros e demonstrando mais entusiasmo, e com isso, no desenvolver das técnicas, podemos observar que, mesmo o grupo ás vezes mostrando-se disperso, há mais aceitação em realizar as atividades propostas, demonstrando maior confiança em relação a expressarem sentimentos e angústias, e ao tirarmos fotos durante todos os encontros, com o intuito de realizarmos um álbum de fotografias ao final, se comunicam mais e observam com mais atenção as imagens uns dos outros.
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.”
Luis de Camões
Texto extraído do portifólio de Paola Vieira
terça-feira, 23 de novembro de 2010
GRUPO ΨNSIGHT
PSICOLOGIA SOCIAL
Atuações nas Políticas Públicas...
Texto extraído do portifolio de Paola Vieira
Atuações nas Políticas Públicas...
Realizo um estágio na Prefeitura Municipal de Belo-Horizonte, onde a abordagem é a Psicologia Social. Esta é uma área de grande interesse, e que se verifica uma grande demanda. No entanto, realizo essa prática na Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, no Serviço de Apoio à Reintegração Familiar. Para essa reintegração, são realizados encontros e atendimentos com as famílias, que tem suas crianças e/ou adolescentes em cumprimento de medidas protetivas de abrigamento. Dessa maneira, no decorrer deste processo, são realizadas oficinas de reflexão para que as famílias se reúnam e passem um período de tempo juntos, fora do ambiente de abrigo ou em audiências que são realizadas pela Vara da Infância e Juventude.
Um dos encontros que promovemos, observaram-se muitos benefícios, como a motivação das famílias em terem suas crianças e/ou adolescentes novamente em suas residências, voltarem para o convívio junto à sociedade e o convívio familiar.
A proposta inicial foi uma oficina de Reflexão com o tema “Álbum de Família”, onde, através da confecção de fotos, esboços de grafitagem, scraps costurados manualmente, desenhados ou mesmo colados como parte do álbum de cada família, promoveu-se o regate à história familiar e a memória particular de cada um dos participantes, distinguindo as opções individuais das “imposições” sociais e experiências vivenciadas em cada família. A oficina remeteu-se a importância às lembranças passadas ou presentes, de momentos alegres ou tristes, sendo proposto serem realizados 08 encontros até o término da oficina.
A demanda deste grupo foi membros de famílias atendidas pelo Serviço de Apoio à Reintegração Familiar; crianças/adolescentes e seus responsáveis. Grupos familiares, onde se observa a transmissão intergeracional de concepções que negligenciam os direitos das crianças/adolescentes, buscando abranger todos os envolvidos da família participante.
Texto extraído do portifolio de Paola Vieira
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
conhecimento que Transforma. O "Tempo"
Foi uma experiência que significou muito para nós estudantes do curso de Psicologia. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da disciplina Gestão e Cuidado, com certeza nos estimulou muito mais. Buscamos compreender o objetivo da disciplina de maneira mais clara e acessível a todos nós. Que pena que o tempo foi pequeno, sugerímos que esta disciplina tenha maior tempo, com certeza ela merece.
Conhecimento que transforma- Momentos Finais
As duas últimas aulas que tivemos foi de grande valor e contribuição para o nosso aprendizado. E um momento de reflexão sobre a nossa atuação como futuros psicólogos no mercado de trabalho.
A atividade proposta que fizemos,em que se dividiu a turma em seus respectivos grupos do blog e um tema referente a conduta e a postura adotada pelo profissional de psicologia no ambiente em que se insere.Onde cada grupo fazeria o relato das experiências vivenciada (estágio), em relação aos temas apresentados.
Foi muito interessante, a cada apresentação do grupo houve depoimentos das experiências e comentários que giraram em torno de grande polêmica. Cito como exêmplo o nosso grupo conhecimento que transforma, em que abordamos a questão da teoria e da prática. logo lançamos a seguinte pergunta: Como devemos conciliar a necessidades prioritária de uma instituição em relação a teoria e a prática?
A atividade proposta que fizemos,em que se dividiu a turma em seus respectivos grupos do blog e um tema referente a conduta e a postura adotada pelo profissional de psicologia no ambiente em que se insere.Onde cada grupo fazeria o relato das experiências vivenciada (estágio), em relação aos temas apresentados.
Foi muito interessante, a cada apresentação do grupo houve depoimentos das experiências e comentários que giraram em torno de grande polêmica. Cito como exêmplo o nosso grupo conhecimento que transforma, em que abordamos a questão da teoria e da prática. logo lançamos a seguinte pergunta: Como devemos conciliar a necessidades prioritária de uma instituição em relação a teoria e a prática?
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