terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mensagem à turma

Ao encerrarmos as atividades da disciplina Gestão e Cuidado, queremos registrar alguns apontamentos, e aproveitamos o espaço para fazer observações gerais que abrangem a avaliação do conjunto dos portifólios e o blog.


Primeiramente, e sob o risco de parecermos repetitivos, é preciso ressaltar a novidade que ambos representaram, tanto para os alunos quanto para os professores.

Propostas diferenciadas em relação às estratégias comumente usadas na educação de nível superior, o portifólio e o blog fundamentam-se em dois pilares: o fomento à autonomia e o convite à reflexão. E, no tocante ao blog, há ainda o incentivo à construção colaborativa e compartilhada do conhecimento – características que a internet potencializa de modo amplo.

Em ambos, oportuniza-se a expressão mais pessoalizada, a articulação de recursos visuais e a abertura para outros campos de expressão humana, como, em especial, as manifestações artísticas.

E todos estes elementos em confluência resultam em formas singulares de construção do conhecimento. As potencialidades destes instrumentos são, a nosso ver, incontestes – o que, por outro lado, não obscurece a necessidade de revisão e aperfeiçoamento constante do manejo de ambos.

Desta primeira edição, fazemos um balanço muito positivo. Ficou nítido para nós, professores, que da surpresa e inércia iniciais, a turma integrou-se à proposta e partiu para uma produção rica e instigante. O convite para se pensar a formação em Psicologia – norte último da disciplina – foi o mote para o desenvolvimento de trabalhos sensíveis, atentos a questões éticas e diversificados quanto aos fazeres possíveis da Psicologia. E estes trabalhos nos permitiram (e também aos próprios colegas de turma) conhecer um pouco dos muitos esforços que vários alunos precisam realizar para entrar e permanecer no ensino superior (o qual, diga-se de passagem, é muitas vezes mencionado como um sonho).

Permitiram ainda acesso a pequenos retratos do curso da PUC São Gabriel: referências a professores, atividades, temas que se fizeram marcantes no percurso formativo da turma. Dentre outras, foram muitas as referências a reflexões ensejadas pelos filmes “O ensaio sobre a cegueira” e “Ônibus 174”, por textos do mestre Paulo Freire, por visitas ao antigo manicômio de Barbacena, pelas práticas realizadas em campos de estágio variados e pela circulação em espaços científico-acadêmicos igualmente variados (SCAP, ABRAPSO, congressos, seminários).

Ressalte-se ainda o interesse (e a preocupação subjacente) com o porvir da Psicologia: interfaces com o desenvolvimento tecnológico, áreas promissoras para a inserção, temas que clamam maior enfoque pelos profissionais da área...

Tomados em conjunto, os trabalhos produzidos pela turma denotam uma nítida e louvável implicação com o processo formativo. Por certo, estes trabalhos poderiam ter avançado em outros aspectos. Em especial, lamentamos o fato de as postagens no blog não terem suscitado mais debates. E este lamento ganha um sentido específico, pois nas interações em sala de aula – e aqui vai um elogio necessário - a turma mostrou-se sempre com uma participação ampla e muito qualificada.

Entendemos que o grande número de disciplinas cursadas nessa turma-passagem entre dois diferentes modelos de currículo, foi um fator que pesou nesta caminhada. Porém o ânimo e a criatividade da turma sobrepujaram com muita qualidade essas vicissitudes. Nós docentes, e acreditamos que também o conjunto de colegas discentes, tivemos durante este semestre um espaço virtual para acessar e encontrar, com curiosidade e prazer, depoimentos, comentários, artigos, fotos, imagens, músicas, e uma variedade de outros elementos, que nos levaram a momentos de reflexão e prazer diante das telas dos computadores.

A qualidade do material postado foi homogênea e cada um de nós elegeu “favoritos” a partir de critérios variados. Sentimo-nos plenamente atendidos, em maior ou menor grau, por todos os grupos, e por isso as notas finais apresentaram poucas variações. De modo geral as postagens apresentaram coerência com as orientações para a postagem, diversidade tanto de conteúdo quanto de forma e clareza e diversidade dos textos de apresentação. Ficou-nos a impressão de uma qualidade em média superior aos trabalhos que usualmente recebemos dos alunos em outras disciplinas. Fica nosso cumprimento e elogio a todos pelo ao cuidado e dedicação que a turma demonstrou.

Enfim, realçamos nossa alegria em compartilharmos juntos esta viagem formativa, inédita para docentes e discentes, que acreditamos, muito agregou à formação de todos nós, nesse trabalho coletivo compartilhado.
Nosso caloroso abraço a todos,

Mara e João

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

GRUPO ΨNSIGHT

A atuação dos Psicólogos nos CRAS


Laura Freire

“Dispositivo central do SUAS, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), hoje incorporam o trabalho de muitos psicólogos, que, em conjunto com outros profissionais, destacadamente assistentes sociais, enfrentam o desafio de construir uma intervenção de transformação no território, na direção de promover melhores condições de vida. Sem pretender esgotar a temática proposta, lançando questionamentos e desafios sobre o fazer da Psicologia no CRAS, no intuito de contribuir com a construção de referências para essa prática”.

Atuações Psicossociais...

Outra experiência com os estágios curriculares é o que esta sendo realizado atualmente, oficinas psicossociais, onde pode-se fazer uma relação com outras práticas que estou vivenciando.

Esta prática é realizada no CRAS UNIÃO, Vila Arthur de Sá, onde a demanda são de crianças que vivem em áreas de risco e são atendidas pelo Projeto da Prefeitura Municipal de Belo-horizonte, estando este atuando nas regionais como práticas preventivas.

A demanda deste grupo são crianças que vivem em áreas de risco e são atendidas no CRAS UNIÃO (Centro de Referência de Assistência Social). As crianças apresentam dificuldades em atender comandos e regras, em ouvir nas relações interpessoais. São muito carentes, bastante agitadas, comportamento agressivo. Devido a todos estes fatores é necessário que o trabalho realizado com as crianças nesse perfil, tivesse como foco, minimizar as características apresentadas, integração social, relações interpessoais, resgate da auto-estima, mudanças de hábitos, formas de pensar, ver o mundo e expressão de sentimentos. O grupo é composto por até 15 participantes, sendo esta demanda realizada pelas mesmas espontaneamente, crianças estas de 07 a 12 anos de idade, com encontros semanais, com duração de cerca de aproximadamente 50 minutos.

No entanto, esta verificação foi feita antes da realização da prática, com isso, o grupo vem apresentando demandas que lhe são específicas. Dessa forma, são realizados novos planejamentos e abordagens, com focos e temas geradores dos encontros diversos. Através das técnicas que estão sendo desenvolvidas nos encontros, podemos verificar, a princípio, alguns desafios e dificuldades em abordar e coordenar o grupo que traz demandas, algumas vezes bem específicas e outras que exigem um olhar e uma escuta mais crítica.

Em relação ao desenvolvimento e aceitação do grupo para com as práticas realizadas, observa-se que, gradualmente o grupo vem demonstrando mais interesse, opiniões em relação ao planejamento dos encontros e demonstrando mais entusiasmo, e com isso, no desenvolver das técnicas, podemos observar que, mesmo o grupo ás vezes mostrando-se disperso, há mais aceitação em realizar as atividades propostas, demonstrando maior confiança em relação a expressarem sentimentos e angústias, e ao tirarmos fotos durante todos os encontros, com o intuito de realizarmos um álbum de fotografias ao final, se comunicam mais e observam com mais atenção as imagens uns dos outros.




“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.”

Luis de Camões

Texto extraído do portifólio de Paola Vieira

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRUPO ΨNSIGHT

PSICOLOGIA SOCIAL
Atuações nas Políticas Públicas...


Realizo um estágio na Prefeitura Municipal de Belo-Horizonte, onde a abordagem é a Psicologia Social. Esta é uma área de grande interesse, e que se verifica uma grande demanda. No entanto, realizo essa prática na Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, no Serviço de Apoio à Reintegração Familiar. Para essa reintegração, são realizados encontros e atendimentos com as famílias, que tem suas crianças e/ou adolescentes em cumprimento de medidas protetivas de abrigamento. Dessa maneira, no decorrer deste processo, são realizadas oficinas de reflexão para que as famílias se reúnam e passem um período de tempo juntos, fora do ambiente de abrigo ou em audiências que são realizadas pela Vara da Infância e Juventude.

Um dos encontros que promovemos, observaram-se muitos benefícios, como a motivação das famílias em terem suas crianças e/ou adolescentes novamente em suas residências, voltarem para o convívio junto à sociedade e o convívio familiar.

A proposta inicial foi uma oficina de Reflexão com o tema “Álbum de Família”, onde, através da confecção de fotos, esboços de grafitagem, scraps costurados manualmente, desenhados ou mesmo colados como parte do álbum de cada família, promoveu-se o regate à história familiar e a memória particular de cada um dos participantes, distinguindo as opções individuais das “imposições” sociais e experiências vivenciadas em cada família. A oficina remeteu-se a importância às lembranças passadas ou presentes, de momentos alegres ou tristes, sendo proposto serem realizados 08 encontros até o término da oficina.

A demanda deste grupo foi membros de famílias atendidas pelo Serviço de Apoio à Reintegração Familiar; crianças/adolescentes e seus responsáveis. Grupos familiares, onde se observa a transmissão intergeracional de concepções que negligenciam os direitos das crianças/adolescentes, buscando abranger todos os envolvidos da família participante.


Texto extraído do portifolio de Paola Vieira

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

conhecimento que Transforma. O "Tempo"

Foi uma experiência que significou muito para nós estudantes do curso de Psicologia. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da disciplina Gestão e Cuidado, com certeza nos estimulou muito mais. Buscamos compreender o objetivo da disciplina de maneira mais clara e acessível a todos nós. Que pena que o tempo foi pequeno, sugerímos que esta disciplina tenha maior tempo, com certeza ela merece.

Conhecimento que transforma- Momentos Finais

As duas últimas aulas que tivemos foi de grande valor e contribuição para o nosso aprendizado. E um momento de reflexão sobre a nossa atuação como futuros psicólogos no mercado de trabalho.
A atividade proposta que fizemos,em que se dividiu a turma em seus respectivos grupos do blog e um tema referente a conduta e a postura adotada pelo profissional de psicologia no ambiente em que se insere.Onde cada grupo fazeria o relato das experiências vivenciada (estágio), em relação aos temas apresentados.
Foi muito interessante, a cada apresentação do grupo houve depoimentos das experiências e comentários que giraram em torno de grande polêmica. Cito como exêmplo o nosso grupo conhecimento que transforma, em que abordamos a questão da teoria e da prática. logo lançamos a seguinte pergunta: Como devemos conciliar a necessidades prioritária de uma instituição em relação a teoria e a prática?