Roda de Conversa na SCAP 2011: "Conversando sobre experiências com juventudes: desafios e possibilidades"
Nesse evento, estiveram como facilitadoras das discussões duas alunas que estão envolvidas com juventudes: Lidiane, do Programa Fica Vivo, e Fabiana, que trabalhou no projeto JUBRA (Juventudes Brasileiras) Sagrada Família. Outro convidado, Tomás, que é pedagogo de uma escola da rede municipal de Contagem, veio com o objetivo de trazer suas perspectivas e apontamentos acerca de seu trabalho com juventudes.
Lidiane trouxe para a discussão o trabalho que faz com os jovens no âmbito da orientação profissional e as várias questões que surgem nessa área, como as diversas dúvidas sobre profissões, o caminho para se entrar numa faculdade, quais cursos existem, como escolher etc.
Ressaltou, também, a importância do processo de construção das propostas de trabalho com os jovens, que surgem a partir das demandas deles, e não de uma imposição dos facilitadores do grupo.
A aluna Fabiana, por sua vez, nos familiarizou com o tipo de trabalho que é desenvolvido com os adolescentes do JUBRA Sagrada Família – trata-se de um grupo pequeno, de classe média alta, que têm interesses e indagações mais recorrentes em temas como relacionamento familiar, álcool e inicio da vida sexual.
Tomás, por sua vez, deteve-se principalmente na questão das dificuldades enfrentadas pelos professores e coordenação da escola, no sentido de planejar e promover eventos, aulas e ações que possibilitem ao jovem aluno “aprender os conteúdos” ministrados e “conscientizar-se do futuro que lhe aguarda”.
Uma questão que muito me inquietou e que inclusive manifestei no momento: “Como os próprios jovens se inserem, se apresentam e se situam neste processo de construção e planejamento de temas que lhes atendam e encontrem, de maneira contextualizada, enquanto jovens? Estão tendo espaço para construírem e elaborarem suas questões, estão se apresentando como sujeitos ou, ao contrário, encontram-se “asujeitados” neste processo? Em que momento estão tendo voz, e sendo ouvidos, no sentido de apresentarem suas dúvidas, suas formulações, sua visão acerca da escola, vida e futuro?”
Questões polêmicas, várias, amplas e que não necessariamente encontramos um caminho pronto para seguirmos. Acredito que trata-se de um processo que deve ser construído e não simplesmente repetido. Afinal, estamos falando de seres humanos, de jovens, de potencialidades
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